A Rua

Publicado: 02/07/2014 em Sem categoria

download

Olho a rua vazia remota
construída de todos os silêncios,
cuja luz pálida, calada no poste
sob a neblina paira, plúmbea.
Onde estão as outras madrugadas
de espinhas geladas e vinhos quentes
que nas portas das catedrais
desvelavam-se inocentes…
Só vejo a linha reta da rua
num caminho de pedra nua
numa rua distante de mim.
(R.F.A)

Anúncios

Texto para acalmar o coração

Publicado: 22/07/2013 em Sem categoria

ImagemHoje escrevo como quem deseja a paz.

Como quem quer um afago

e se distrai

com o cabelo mexido.

Hoje eu quero o vento que trás

teu cheiro inebriante,

teu afago ofegante,

teu sussurro em canção.

Hoje me distraio com estrelas.

Vejo a lua crescente

E deito contente

De sua proteção.

O parafuso da minha estante (poesia para um amigo inanimado)

Publicado: 21/03/2013 em Sem categoria

ImagemO parafuso de minha estante
dá voltas como eu no mundo.
O parafuso tão brilhante
esquecido no canto profundo.

Parafuso meu, que me acompanha
olhando a xícara na mesa.
Companheiro de alegria
de notícia de tristeza

Nesse quarto quando tudo fecha
tu ficas em companhia, 
ouvindo minha voz baixa 
enquanto entramos em sintonia…

A Dança

Publicado: 04/03/2013 em Sem categoria

ImagemEla dança uma dança linda.
Tão ritmada como um pulso.
Como um impulso de amor
Ela dança como quem sonha.

Ela dança leve na brisa
E embala teus passos na varanda.
Ela dança simplesmente porque ama!

E dança livre como o céu.
Sem fronteira sem estilo.
Como se a dança
fosse um toque de amor.

Ela dança tão feliz
que a brisa lhe acompanha.
Ela dança, apenas dança…

Infância.

Publicado: 24/02/2013 em Sem categoria

Como uma criança ela foi chegando

na história de minha infância.

Foi crescendo e ficando

sem pedir permissão.

Assim ela se fez amiga e irmã

assim se alojou no meu coração.

Compro briga por ela…

enfrento canhão.

Teus olhos as vezes tristes

ora doces

sinceros…verdadeiros

compõem um riso angelical

maliciosamente

trazendo luz ao mundo inteiro…

Poesia que se faz nas sobras.

Publicado: 24/02/2013 em Sem categoria

Quando tua sombra cruza minha na calçada,
o sol chega pro lado um instante.
Faz que minha sombra toque a amada
e volte a ficar distante.

quando o sol se cobre no poente
minha sombra vai ao longe delirante
encontrar sombra alheia de repente!
E se torna tão intensa quanto antes.

Num teatro de vampiros eternos
que atravesaram tempos e infernos
o caminho se faz assim

é na sombra e na sua natureza
que se vence a infinita tristeza
e se junta os corações no fim!

Quero sambar com você.

Publicado: 12/02/2013 em Sem categoria

Hoje você ri como quem canta.

Como quem samba na avenida!

Hoje você me encanta

Desfila bonita!

Por hoje quero a  fantasia

mais linda que há!

Quero me vestir do teu olhar!

E juntos sambar

em plena harmonia!

Hoje quero a bateria

feita de batida de coração.

Quero você em meus lábios

como um samba, uma canção.

Quero te fazer meu refrão

que cantarei na avenida

para toda a multidão

por toda a minha vida!

Gaivota.

Publicado: 12/02/2013 em Sem categoria

A gaivota não cansava de voar 

E eu a olhava do mirante 

Suas penas brancas sobre o azul do mar

Plena, serena, pairava no céu

Refletindo no olhar pedras de diamante 

Eu queria estar com ela

Mas a terra, o chão, me prendia

Parecia uma pintura sobre a tela 

E a liberdade que ela me trazia 

Não passava de uma distante ilusão

Gaivota, te amo, e queria estar contigo

E nas asas do vento te sentir

E nas tuas garras, defender-me do perigo

E junto a ti, desta terra, partir

Mas uma andorinha pousou no mirante

E me olhou com olhos tristonhos

E seu olhar profundo me dizia:

“Se pudesses, com a gaivota partiria,

Mas foi sobre minhas asas, que antes,

construíra teus sonhos”

(R. Jahara – 27.04.00 – 11:30 p.m.)

Longe…

Publicado: 14/03/2012 em Sem categoria

‎"Ao longe as coisas parecem mais cinzas, como se a tempestade de areia nos separasse do mundo. Eu me sinto longe de tudo e navegando permaneço até que o porto um dia me encontre."

Morno.

Publicado: 08/03/2012 em Sem categoria

Não tenho medo do escuro

e nem mesmo do dia claro…

São essas sombras indefinidas,

figuras amorfas,

a origem de meu pavor.

Não gosto do morno. Ou quente ou frio!

Nem da leveza da garoa.

É quando vem a tempestade

com  toda a sua fúria

Que meu coração pulsa!

Ela vem com sua águas tórridas

lavar a alma

E levar essas sombras embora.